Já pensou em monitorar as entradas e saídas de suas cidades, shoppings ou estacionamentos?

A muralha digital

Como o próprio nome indica, a muralha digital é um sistema de monitoramento por câmeras que conta com recursos de tecnologia para captar e identificar automaticamente placas de automóveis.

Como funciona?

Assim que capturadas, essas imagens são analisadas e enviadas para um servidor que, de forma automática através da plataforma CCONet, as correlaciona com o banco de dados da polícia.

E o que buscamos com esta análise? Possíveis irregularidades, como furtos e roubos de veículos.

Em caso de irregularidades, um alerta é emitido às forças policiais e às Guardas Municipais, que enviam as equipes mais próximas do local para atender à ocorrência.

Aplicação

Já falamos ao longo do post sobre as suas vantagens, mas é importante reforçarmos que mais do que fiscalizar veículos, o sistema permite escalar a capacidade de atendimento das forças de segurança pública, racionalizando e otimizando recursos físicos, humanos e financeiros.

Enquanto em uma situação normal seria necessário abordar veículo por veículo para identificar possíveis irregularidades, com essa tecnologia isso é feito automaticamente e em tempo real. Isso auxilia não apenas em ocorrências de furtos e roubos de veículos, mas também em clonagens e no mapeamento de rotas de fugas usadas por infratores em diversos crimes.

Outra vantagem é a agilidade no atendimento às ocorrências. Muitas são identificadas pelos policiais de plantão nos centros de monitoramento antes mesmo de a vítima ligar para a emergência.

A Muralha Digital na prática

Centro Integrado em Arujá/RJ

Um exemplo de como esta tecnologia pode trabalhar a favor de sua cidade é a redução em mais de 50% nos furtos e roubos de veículos após a implementação da Muralha Digital, pela Guarda Municipal de Arujá/ RJ.

Porém a Muralha Digital não teria o mesmo efeito na dissuasão da criminalidade se não fosse a integração entre as forças de segurança pública. A parceria entre os órgãos federais, estaduais e municipais é fundamental para a troca constante do alto fluxo de dados e informações captadas.

A muralha digital vs. invasão de privacidade

A discussão sobre videomonitoramento não raro inclui um debate sobre invasão de privacidade. Afinal, ter câmeras nos monitorando 24 horas por dia, mesmo que para nossa segurança, é ou não é invasão de privacidade?

Na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor em 2020, não há regras claras sobre esse assunto. Isso porque a lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais – ou seja, captação de imagens – para fins particulares ou exclusivos de segurança pública.

Então a resposta sobre a privacidade é: depende! A privacidade é um direito previsto na Constituição e deve ser respeitada. Por isso, situações de uso de câmeras, como no caso do cercamento eletrônico, devem ser resolvidas caso a caso, de forma técnica, em conformidade com o que preconiza a Constituição Federal e a legislação ordinária.

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